terça-feira, 15 de dezembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Dia da Consciência Negra
Zumbi foi o grande líder do quilombo dos Palmares, respeitado herói da resistência anti-escravagista. Pesquisas e estudos indicam que nasceu em 1655, sendo descendente de guerreiros angolanos. Em um dos povoados do quilombo, foi capturado quando garoto por soldados e entregue ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo. Criado e educado por este padre, o futuro líder do Quilombo dos Palmares já tinha apreciável noção de Português e Latim aos 12 anos de idade, sendo batizado com o nome de Francisco. Padre Antônio Melo escreveu várias cartas a um amigo, exaltando a inteligência de Zumbi (Francisco). Em 1670, com quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo. Tornou-se um dos líderes mais famosos de Palmares. "Zumbi" significa: a força do espírito presente. Baluarte da luta negra contra a escravidão, Zumbi foi o último chefe do Quilombo dos Palmares.
O nome Palmares foi dado pelos portugueses, devido ao grande número de palmeiras encontradas na região da Serra da Barriga, ao sul da capitania de Pernambuco, hoje estado de Alagoas. Os que lá viviam chamavam o quilombo de Angola Janga (Angola Pequena). Palmares constituiu-se como abrigo não só de negros, mas também de brancos pobres, índios e mestiços extorquidos pelo colonizador. Os quilombos, que na língua banto significam "povoação", funcionavam como núcleos habitacionais e comerciais, além de local de resistência à escravidão, já que abrigavam escravos fugidos de fazendas. No Brasil, o mais famoso deles foi Palmares.
O Quilombo dos Palmares existiu por um período de quase cem anos, entre 1600 e 1695. No Quilombo de Palmares (o maior em extensão), viviam cerca de vinte mil habitantes. Nos engenhos e senzalas, Palmares era parecido com a Terra Prometida, e Zumbi, era tido como eterno e imortal, e era reconhecido como um protetor leal e corajoso. Zumbi era um extraordinário e talentoso dirigente militar. Explorava com inteligência as peculiaridades da região. No Quilombo de Palmares plantavam-se frutas, milho, mandioca, feijão, cana, legumes, batatas. Em meados do século XVII, calculavam-se cerca de onze povoados. A capital, era Macaco, na Serra da Barriga.
A Domingos Jorge Velho, um bandeirante paulista, vulto de triste lembrança da história do Brasil, foi atribuído a tarefa de destruir Palmares. Para o domínio colonial, aniquilar Palmares era mais que um imperativo atribuído, era uma questão de honra. Em 1694, com uma legião de 9.000 homens, armados com canhões, Domingos Jorge Velho começou a empreitada que levaria à derrota de Macaco, principal povoado de Palmares. Segundo Paiva de Oliveira, Zumbi foi localizado no dia 20 de novembro de 1695, vítima da traição de Antônio Soares. “O corpo perfurado por balas e punhaladas foi levado a Porto Calvo. A sua cabeça foi decepada e remetida para Recife onde, foi coberta por sal fino e espetada em um poste até ser consumida pelo tempo”.
O Quilombo dos Palmares foi defendido no século XVII durante anos por Zumbi contra as expedições militares que pretendiam trazer os negros fugidos novamente para a escravidão. O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.
A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Nas escolas as aulas sobre os temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, propiciarão o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.
clic aqui veja mais da história de Zumbi
sábado, 26 de setembro de 2009
Telecentros terão cursos de capacitação em TI

Um total de 120 alunos começa a freqüentar em 19 de outubro aulas de formação profissional em Tecnologia da Informação (TI) em quatro Telecentros da capital. A capacitação irá prepará-los para trabalharem na área de informática, na gerência de informações e criação de ferramentas tecnológicas. “Serão profissionais de alto nível, especializados e bem capacitados, que atenderão a demanda existente nesta área”, disse o prefeito de São Paulo, durante assinatura do termo de cooperação na última quinta-feira (24/09) na sede da Prefeitura de São Paulo.Segundo o secretário municipal de Trabalho, “a tecnologia de informação e a tecnologia de comunicação são as duas maiores demandas da Cidade. No Estado, existem 130 mil vagas não preenchidas na área, por falta de mão de obra qualificada”.A capacitação utilizará os Telecentros da Prefeitura e será ministrada por professores do Centro de Tecnologia da Informação da USP – também responsável pelo desenvolvimento do projeto – e custeada pelo Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo (Seprosp), que fornecerá material didático, divulgação e a infra-estrutura para o ensino online. Após o curso, os participantes terão o auxílio dos serviços de intermediação de mão-de-obra dos Centros de Apoio ao Trabalho (CATs) para inclusão no mercado profissional. O presidente do Seprosp Luigi Nese, afirmou que “já há empresas que se prontificaram a absorver esses profissionais”. O curso será promovido por meio de uma parceria entre as secretarias municipais de Participação e Parceria e do Trabalho, o Seprosp e o Centro de Tecnologia da Informação da Universidade de São Paulo (USP).As aulas serão ministradas em turmas matutinas e vespertinas nos Telecentros Benedito Calixto, Jardim Guaraú, Biblioteca Monteiro Lobato e Santa Cecília. As aulas serão realizadas por meio de teleconferência, com a imagem dos professores sendo exibida em um telão instalado nas salas. Os alunos serão acompanhados por monitores. A carga horária será de quatro horas por dia, durante quatro meses. Segundo o secretário do Trabalho, a Prefeitura arcará com as despesas de transporte e alimentação dos estudantes. Os interessados devem inscrever-se de 5 a 10 de outubro em um dos mais de 300 Telecentros espalhados pela Capital. Os candidatos precisam ter o ensino médio completo e conhecimento básico de HTML.Os alunos serão selecionados por meio de provas que serão realizadas nos dias 17 e 18 de outubro, em 20 Telecentros: Bela Vista; Biblioteca Monteiro Lobato; Centro Cultural; Centro de Referência do Idoso; Incubadora; Cibernarium; Páteo do Colégio; Santa Cecília; AME; Instituto Paulo Kobayashi; Biblioteca Afonso Taunay; Clube Escola Jardim São Paulo; CEU Butantã; Biblioteca Mário Schemberg; Clube Escola Mário Moraes; Clube Escola Pequeninos do Jockey; Guaraú; Praça Benedito Calixto; SAJA; e Sinhazinha Meirelles.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Kassab afirma que tarifa de ônibus vai subir em janeiro de 2010

Carolina Freitas, Agência Estado
SÃO PAULO - O prefeito Gilberto Kassab afirmou que a tarifa de ônibus de São Paulo vai subir em janeiro de 2010. No entanto, Kassab não disse de quanto será o reajuste. A afirmação foi feita durante entrevista à Rádio Bandeirantes na manhã desta segunda-feira, 14. O reajuste foi confirmado à Agência Estado pelo prefeito.
Segundo secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, uma proposta de reajuste será enviada pela secretaria ao prefeito em outubro junto com o plano de orçamento para 2010.
Kassab declarou que o reajuste será uma "recuperação" da tarifa de ônibus. Questionado se o aumento seria semelhante ao reajuste da Zona Azul - que subiu 60% -, Kassab afirmou que os estudos para definir o porcentual de aumento da tarifa ainda não começaram. Durante a entrevista, o prefeito prometeu investimentos para melhorar a qualidade no transporte público da cidade.
Uma das bandeiras de campanha para Kassab conseguir sua reeleição foi a promessa de que a tarifa de ônibus, hoje em R$ 2,30, não ia subir em 2009. O último reajuste na tarifa de ônibus em São Paulo foi em 30 de novembro de 2006.
Orçamento e lixo
Durante a entrevista Kassab também afirmou que a Prefeitura está retomando o nível de arrecadação de ISS (Imposto Sobre Serviços). "Estamos retomando agora um quadro que tínhamos há um ano e meio atrás. Já vivemos uma fase de recuperação. No mês passado, pela primeira vez não tivemos uma queda na arrecadação", disse ele.
O prefeito ressaltou, no entanto, que a verba destina à varrição e limpeza da cidade, que foi de R$ 903 milhões no último ano, continuará sendo a mesma. Para ele, o que pode acontecer é uma otimização dos serviços, com um novo mapeamento das áreas que precisam de maior limpeza. O prefeito também reafirmou que não pretende se candidatar ao governo do Estado de São Paulo nas próximas eleições.
De acordo com Kassab, no prazo de um ano (de setembro de 2008 a setembro deste ano) a arrecadação municipal caiu R$ 5 bilhões. A peça orçamentária encaminhada à Câmara Municipal em setembro passado previa uma arrecadação de R$ 29 bilhões, pois na época, a Prefeitura não tinha a expectativa de que a crise financeira mundial chegaria às grandes cidades e afetaria os serviços, mas 45 dias depois a crise chegou.
"Mas a arrecadação municipal caiu, tanto é que quando a Câmara estava votando o orçamento, os vereadores entenderam que deveriam reduzir as expectativas de receitas em R$ 27,5 bilhão. Hoje, temos uma expectativa de que poderemos chegar a uma arrecadação de R$ 24,5 bilhões. Estamos oscilando entre uma queda de R$ 4 bi a R$ 5 bilhões", afirmou.
Ao responder às críticas de que São Paulo está esburacada e escura, o prefeito respondeu que as ações da sua administração são compatíveis à peça orçamentária. Para ele, a cidade está mais iluminada e pela primeira vez em muitos anos, a ouvidoria verificou que a iluminação não é mais a primeira reivindicação da população. Em relação ao lixo, nunca se investiu tanto em limpeza urbana como agora.
domingo, 13 de setembro de 2009
Área que foi reintegrada em SP deve R$ 317 mil de IPTU Terreno no Capão Redondo pertence à Viação Campo Limpo; empresa também deve R$ 30 mi ao INSS

domingo, 30 de agosto de 2009
Bairro do Campo Limpo,São Paulo, conheça a história

História
Pouco se sabe sobre sua criação, mas moradores mais antigos especulam que o distrito de Campo Limpo originou-se da Fazenda Pombinhos, da família Reis Soares, em meados de 1937.
Várias colônias de japoneses, italianos e portugueses se estabeleceram na região, devido ao preço baixo dos terrenos naquela época. Por volta de 1950, a paisagem do distrito era ainda de muitas fazendas, chácaras e olarias. Havia também três "secos e molhados", uma farmácia, uma barbearia, um grupo escolar de madeira e um mosteiro da igreja católica. A energia elétrica chegou em 1958, a primeira linha de ônibus foi criada em 1963 e o calçamento das primeiras ruas iniciou em 1968.
Acredita-se que o nome do distrito se deve ao uso das pastagens existentes para treinamento e alimentação dos cavalos do Jóquei Clube.
Características gerais
O Campo Limpo é próximo aos subdistritos de Butantã, Vila Andrade, Santo Amaro e Capão Redondo e também faz limite com o município de Taboão da Serra, através do Córrego Pirajuçara. O subdistrito está localizado a cerca de 17 quilômetros do Marco Zero da cidade de São Paulo, na Zona Sudoeste.
De acordo com dados dos censos demográficos 1991 e 2000, a população do Campo Limpo é de 191.527 habitantes e a densidade demográfica é de 14.963 hab/km².
Contrastes Sociais
O subdistrito é conhecido pela presença de uma grande divisão social, onde vivem pessoas de baixa renda em favelas, residências de baixo padrão e conjuntos habitacionais populares, ao lado de condomínios horizontais e verticais de classe média e média alta.
Além disso o bairro possui grandes áreas de comércio popular e uma atividade industrial em processo de declínio, com alguns galpões e fábricas ainda em atividade.
História
Uma das origens do nome do bairro reside no fato de, antigamente, ter funcionado nas imediações uma antiga chácara do Jockey Club de São Paulo.
O Campo Limpo era inicialmente formado por chácaras e áreas verdes, que foram sendo loteadas ao longo da Estrada do Campo Limpo, a principal via do bairro. Os primeiros moradores, em sua maioria de origem pobre e migrante, principalmente do interior de São Paulo, dos estados das Regiões Nordeste e Sul do Brasil, se estabeleceram na região a partir das décadas de 1960 e 1970.
O crescimento da região, assim como em outras áreas periféricas da cidade, ocorreu de maneira mais intensa entre as décadas de 1970 e 1980, sem planejamento necessário pelos órgãos públicos.
A partir da década de 1990 o bairro sofreu um grande crescimento imobiliário com o lançamento de empreendimentos residenciais para a classe média: o bairro, por ser vizinho de outros grandes centros comerciais e de escritórios em crescimento acelerado, como o Centro Empresarial São Paulo, a Marginal Pinheiros e a região da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, além de também ser vizinho de bairros considerados nobres, como a Vila Andrade e Morumbi, começou a atrair novos moradores com perfil diferente dos moradores que vieram na primeira fase de ocupação na década de 1960: muitos destes novos moradores tem nível superior e/ou são profissionais liberais e paulistanos de outros bairros em busca de preços de imóveis mais baratos e próximos das novas áreas de trabalho.
A partir de 2001, o Campo Limpo iniciou uma modesta ação de crescimento em construções e instalações comerciais e educacionais. Recentemente, o subdistrito recebeu duas universidades particulares (Uniban), e em 2006 a Faculdade Horizontes, no Campus do Colégio Concórdia, supermercados e hipermercados, além do recém-inaugurado Shopping Campo Limpo, localizado no distrito vizinho de Capão Redondo. Nesse último, estão presentes as cinco únicas salas de cinema da região e a recém inaugurada agência do Banco do Brasil.
Investimentos públicos estaduais
A nova linha 5 do metrô, que liga Capão Redondo ao Largo Treze, em Santo Amaro, foi inaugurada em 2003 pelo então governador Geraldo Alckmin. O distrito conta com a Estação Campo Limpo que possibilita um acesso mais rápido ao distrito de Santo Amaro e aos bairros localizados próximos à Marginal Pinheiros, através da interligação com a Linha Celeste da CPTM na Estação Santo Amaro.
Nos municípios de Embu e Taboão da Serra, a inauguração do trecho oeste do Rodoanel, em 2002, beneficiou o trânsito nas principais vias de tráfego na região do Campo Limpo, eliminando consideravelmente o fluxo de caminhões nessa área.
O Governo Estadual, em parceria com a Prefeitura, também inaugurou diversos piscinões entre os anos de 2002 e 2006 na área do Córrego Pirajuçara, minimizando as enchentes, um problema crônico do distrito. Outros piscinões estão em construção, sendo que o principal deles é o piscinão da Sharp, na Estrada do Campo Limpo próximo à divisão com Taboão da Serra.
Investimentos públicos municipais
A então prefeita Marta Suplicy, entre 2003 e 2004 fez o corredor na região da Avenida Francisco Morato e remodelou corredores e faixas exclusivas para ônibus realizados nas gestões de seus antecessores, Paulo Maluf e Celso Pitta, priorizando o transporte coletivo na região dos distritos de Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim São Luís e, indiretamente, Jardim Ângela. Há o terminal de ônibus do Campo Limpo que desde 2003 foi aprovado no orçamento, mas que somente em 2009 começou sua efetiva construção. As autoridades municipais acreditam que com ele melhore o transporte na região, fato que não ocorrerá enquanto novos ônibus, alargamento da Estrada do Campo Limpo e reposição de linhas retiradas como a que ligava o bairro à Estação de Metrô da Barra Funda por exemplo não forem efetuadas.
A Prefeitura também implantou outras melhorias, como os Centros Educacionais Unificados, conhecidos como CEUs, que conta com biblioteca, piscinas, escolas e atividades educativas e culturais para toda a comunidade.
Problemas e dificuldades
Apesar dos investimentos em piscinões e canalização de córregos, a região ainda sofre em alguns pontos isolados com as enchentes e alagamentos no Córrego Pirajuçara, principalmente em casos de chuva muito forte. As chuvas muito fortes, particularmente no verão, também provocam o deslizamento de terra em áreas onde famílias vivem precariamente, quase sempre áreas invadidas e de risco já conhecido.
Apesar da construção de Centros Educacionais Unificados (CEU), faltam mais opções de lazer e cultura para a população da área.
O trânsito também é difícil e pesado, principalmente na Estradas do Campo Limpo e de Itapecerica e Largo do Campo Limpo.